sexta-feira, 12 de março de 2010

LISBOA!

O embarque foi direto por Brasília, às 18h (vôo direto). Primeira dica: não esqueça de passar na Receita Federal e declarar os bens que estiver levando (laptop, máquina fotográfica digital com resolução maior do que 6 mega pixels, mp3, etc.). 1º. Dia (06 de março) 6h – desembarcamos em Lisboa um pouco cansados e tivemos de encarar uma fila gigantesca na alfândega. Apesar de ter pinta de européia, tive de responder a diversas perguntas ao apresentar meu passaporte. Como tinha tudo documentado, não tive maiores problemas. Fomos de taxi até o apartamento em que nos hospedaríamos – alugado por 180 euros/dia (3 quartos, sala e cozinha, mobiliado e lindíssimo!). Descobrimos que o preço era tão bom por ficar em um bairro novo e afastado do centro da cidade (Limiar), porém, a 50 metros da estação de metro. Deixamos nossas malas no apartamento, tomamos um banho e fomos explorar a cidade de Lisboa. 10h – ao chegar na estação de Metro, a primeira descoberta: em Lisboa existe uma tarifa para uso do metro por 24h que sai muito mais em conta do que pagar por percurso. Um percurso só de ida, por exemplo, sai por 0,80 euros. Ida e volta 1,10 euros. Uso de todas as linhas, quantas vezes quiser, por 24h – 3,70 euros!!! Só tem um porém, da primeira vez que utilizamos, temos que pagar uma tarifa extra para compra do cartão (que vale por um ano, podendo ser re-utilizado quantas vezes interessar). 11h – Pegamos o metro e fomos direto para a estação do Rossio, localizada na Baixa (praticamente o centro histórico da capital). Ali, experimentamos pela primeira vez os maravilhosos pastéis de nata na Confeitaria Suíça (também famosos como pastéis de Belém, mas esse mesmo nós não chegamos a experimentar); seguimos pela Rua Augusta , até a Praça do Comércio, pegamos um bonde elétrico na Rua Madalena e fomos até o Castelo de São Jorge, em Alfama. 12 – Segundo o folder que eu peguei por lá, o Castelo de São Jorge (www.egeac.pt), localizado na colina mais alta de Lisboa, é considerado um testemunho vivo de fenícios, romanos e muçulmanos. Sua existencia remonta ao século XI-XII, época em que Lisboa era uma importante cidade portuária muçulmana. Em 1147, Don Alfonso Henriques, primeiro rei de Portugal, conquistou o Castelo e a cidade aos mouros. Entre meados do século XVIII ao início do século XVI, o castelo vivenciou seu período máximo de esplendor, abrigando os reis de Portugal e a corte. Com a transferência da residência real e da corte à Baixa da cidade, a área voltou a figurar um importante papel militar, vindo a se descaracterizar ainda mais com os terremotos de 1755 e 1931. Foi declarado Monumento Nacional em 1910 e desde então tem sido explorada turísticamente e recuperada por meio de estudos arqueológicos e constantes operações de restauro. Foi ali que me senti realmente na Europa pela primeira vez! Tirei muitas fotos. Posso dizer que foi meu primeiro castelo de verdade.... rs. Ali ainda existe o Núcleo Museológico do Castelo (que não conheci), o Periscópio (Torre de Ulisses) – sistema óptico inventado por Leonardo da Vinci no século XVI, que permite observar a cidade em 360º (interessantíssimo!!) e super arcaico!!; e o conjunto arqueológico do castelo, que na minha opinião deveriam ter ou visitas auto-guiadas (com equipamento de som ou sinalização) ou guiadas, porque fica muito vago... 16h40 – descemos novamente para a Baixa e ficamos andando sem rumo pelo bairro (e fazendo compras, claro!!). 18h – paramos no Café à Brasileira. Ponto imperdíveis da Baixa Chiado. Localizado na Rua Garret, é o local onde Fernando Pessoa costumava buscar inspiração tomando café e comendo seus pastéis de nata (sabe lá se era isso mesmo que ele comia e bebia, mas enfim.. na minha imaginação era! Hahaha). Um café muito charmoso, onde pode-se beber uma boa taça de vinho vendo o movimento, porém, gastando um pouco mais do que se gastaria numa simples tasca não turística... Mas ainda assim, eu recomendo! 19h – Jantar em uma boa Tasca !! Essa foi a pedida para o nosso fim de dia. Escolhemos na sorte, um restaurante chamado Ena Pai, localizado no Rua dos Correeiros, 180. A comida é maravilhosa e o preço, mais agradável ainda!! Recomendadíssimo a todos os que visitarem Lisboa. Pratos recomendáveis: Lula na Barca, Bacalhau ao Braz, Vitella Grelhada, Bacalhau com Natas. Ah! E não deixe de observar a decoração do loca (a abóbora sobre o banco, no canto da parede é extremamente original!! Ahahhaha). Uma típica tasca portuguesa. Imperdível!! 22h – retornamos cansados e satisfeitos ao apartamento no Limiar.

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