segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Pernambucana se perde no Parque da Cidade - by Polly Cartesiana

Essas coisas só acontecem com uma pernambucana perdida no Parque da Cidade!

Lá vai:

Ontem, resolvi ir caminhar sozinha no Parque da Cidade, que é “aqui atrás de casa”! Como pontualidade não é o meu forte, eu me programei pra sair de casa às 16 horas, mas na realidade, só consegui sair às 17 horas mesmo!
Fui até o portãozinho que tem aqui com condomínio, que por sinal, o cadeado estava aberto.
Segui para o Parque.

Atravessei uma pontezinha que tinha lá – detalhe: nunca tinha ido pra esse lado.
Enfim, com o meu bom óculos escuros, saí andando por “essa terra nunca antes explorada”!
Fui andando... andando... descobri que o Parque tem muito mais coisas do que o Parque de Diversão, a Funfarra, o Kart e algumas barraquinhas!

Lá tem espaço pra fazer churrasco, futebol, máquina para ginástica... enfim.
Continuei andando – gente, nunca andei tanto na minha vida!

E nada de dá a volta na porcaria do parque.

Pense que eu andei e simplesmente anoiteceu! E eu sem o meu óculos de grau! Comecei a ficar desesperada pq vivo ouvindo umas histórias sobre o Parque da Cidade e eu não conseguia ler nada, né!
Aí parei num lugar pra tomar uma água de coco e ia até perguntar, mas nesta barraquinha tinha tantos “bebuns” que eu não ia “anunciar” que estava perdida, né! Resolvi então ir pro outro lado, ou melhor, voltar, pq estava ficando escuro mesmo!

Andei... andei... e quando vi, tinha um rapaz na bicicleta, não era bonito não, mas ele tinha a solução do meu problema: UM APARELHO DE GPS!!!

Gente, pense que eu fiquei feliz!

Ele me mostrou onde eu estava, mostrou pra onde eu queria ir e disse que eu continuasse na mesma direção que eu estava antes e só precisava caminhar mais 1 km.
Quase que dava um beijo&abraço no carinha!

Voltei!!! Achei a pontezinha que era o meu “marco inicial”.

Mas a história ainda não acabou, pq o portão estava fechado e eu não ia dá toda a volta naquela escuridão, né!
Fui andando pelo portão do lado de fora, rsrsrs, até a altura da portaria do prédio ao lado do meu (deixa eu explicar esta parte: eu moro no penúltimo prédio e a portaria é virada “pra trás”). Pense na cena eu gritando pra chamar o porteiro pra ele abrir o portão pra mim! Acho que todos os meus “vizinhos” me acharam uma “louca”, né!

Enfim, esta foi a minha aventura!!!

Um fim de semana em Floripa - relato de Karen Amazona

Mesmo a trabalho, mesmo na correria, se pode sim aproveitar muito de uma viagem. Mesmo que se tenha que ter com lema a frase "dormir, pra quê".
Assim, eu diria, que foi minha viagem a Florianópolis dias atrás.
Ainda no aeroporto, tive a oportunidade de encontrar um colega que também ía a trabalho a Florianópolis e planejava, por conta própria, prorrogar sua estada para escalar nos arredores da Ilha.
Escolhi pegar o último vôo que a empresa me ofereceu para poder ganhar tempo no trabalho e preparar tudo o que tinha que estar pronto para o outro dia, em Floripa. Mas para meu total desespero, a bateria de meu computador acabou logo no início do vöo e eu tive de ficar até umas 2h da manhã, no hotel, trabalhando.
Fiz tudo o que tinha de fazer em termos profissionais, dei baixa no hotel, coloquei o mochilão nas costas e tratei de ligar para uma amiga que há 15 anos eu não via, mas que tinha notícias de estar morando em Floripa! O plano inicial era encontrá-la e depois me hospedar num albergue.Pensava comigo que se de repente eu não conseguisse encontra-la, ou, se ela não me reconhecesse e não quisesse saber como eu estava, o que fazia, enfim... seguiria sozinha e feliz, do meu jeito mesmo, pela bela e aprazível ilha. Mas antes de seguir sozinha, queria encontrá-la. Sabia que nosso encontro poderia ser emocionante o suficiente para acabar não ficando em albergue nenhum, mas curtindo tudo o que ela quisesse me mostrar!

Esperei por ela em frente a um supermercado do Centro da cidade de Florianópolis e lá, já me deparei com algo muito interessante, principalmente para quem tem cachorro e pouco tempo para levá-lo para passear.
Eu não tenho cachorro. Mas penso que se tivesse, gostaria de levá-lo para passear aproveitando que estou na rua para fazer outras coisas que preciso fazer na rua, como compras no supermercado, por exemplo!
Pois bem. Já cansei de ver cachorro abandonado, amarrado no poste em frente ao mercado, e dono fazendo compras com o coração na mão, com medo de que alguém leve embora seu cachorro!!

Em Floripa, esse supermercado do qual eu esperava minha amiga, teve a brilhante idéia de disponibilizar uns canis para os pets de seus clientes, com chaves e cadastros de dono e animal de cada cliente. Super organizado e super bacana! Em cerca de 20 minutos de espera, vi uns 3 cachorrinhos diferentes e todos os donos satisfeitos com a criativa solução encontrada para se fazer compras com mais tranquilidade.
Espero que outros empreendimentos do comércio tenham essa idéia também, principalmente aqui em Brasoca!



Encontrar com Lígia Maria (minha amiga que há tempos não via) foi mais do que mágico porque fez com que eu me encontrasse comigo mesma, com aquela Karen que fui aos quinze anos, e que, segundo ela, continuo sendo em essência. Eu e Lígia nos encontramos conosco mesmas. Algo que faz com que eu recomende sempre que não tenhamos receio de procurar por aquele(a) amigo(a) que há tempos não vemos. Vale sim, muito à pena! Lígia me levou para assistir ao show de sua banda (Buarqueando) em um bar chamado Armazém Viera, ainda naquela noite. Fomos (eu, seus amigos, sua família) e gostei tanto do lugar que recomendo!


Primeiro porque ele foi construído sobre uma antiga casa da cidade, que tem anos de história e era sim, um antigo alambique da ilha. Segundo, porque aquela cachaça que abastecia os primeiros açorianos que colonizaram o local, ainda está sendo produzida até hoje e além de poder ser degustada no bar, pode ser comprada em garrafas nos mais diversos estilos e qualidades. Muito bom!
Lígia Maria, minha amiga, sempre cantou muito e continua cantando. Tudo foi simplesmente maravilhoso. Mas ainda curiosa, como sempre, fui atrás de maiores informaçoes porque o dia seguinte seria totalmente meu e de meu caminhar (explorar) pela Ilha.


E para a minha sorte, ainda no Armazém Viera, eu encontrei um Postal Publicitário falando sobre um tal de "Roteiro Turístico do Parque Arqueoastronômico Fortaleza da Barra da Lagoa" e pude pesquisar melhor sobre essa iniciativa no outro dia. Só isso, já renderiam diversas páginas de relato, portanto, me limito a indicar o site http://www.imma.cjb.net/ para maiores informações por parte dos curiosos como eu. Só digo uma coisa: vale a pena conhecer! É super interessante e cheio de suspense do tipo "acredite se quiser"!! (rs)

Na sexta-feira, fui encontrar com minha amiga só à noite, depois de 22h e ficamos até as 4h da manhã colocando a conversa de 15 anos em dia. É claro que isso nem foi o começo, mas enfim... deu para nos atualizarmos sobre nossos assuntos (rs). Sábado, um dia pela Ilha. Mirante. Praias mais famosinhas (Mole, Joaquina, Barra da Lagoa, etc.) e sul da Ilha (Açores). À noite, nos Açores, tive a super, querida e especial visita de meu pai e resolvemos comer e beber em outro local que eu, com certeza indico a todos os mochileiros e viajantes de plantão ou não: Arantes! No Pântano do Sul. Uma pena que eu estava sem máquina fotográfica na hora para poder registrar o local. Ele fica de frente para o mar, também é um lugar tradicional. Também produz pinga (o povo de lá parece gostar muito disso, né?!) e todos podem deixar um recado, um bilhete, colado em qqr lugar do bar. O mais interessante é que a pinga deles fica à disposiçao. De graça. Você pode tomar quantas vezes quiser, em uns copinhos de barro que eles disponibilizam... muito bacana!! Mas é claro que eu, meu pai e minha amiga Lígia, que não nos cabíamos em nós mesmos de tanta alegria pelo reencontro de anos, tomamos uns 10 daqueles copinhos e saímos do bar rindo e cheios de "hic" (sabe aquele solucinho de bebado? esse "hic" é uma tentativa de representa-lo). O namorado da Ligia e o Totó, amigo de meu pai, que nos levaram para casa no fim da madrugada (rsrsrs). Mas antes, passamos no caixa e descobrimos que eles também vendiam garrafinhas daquela "iguaria" que nos foi oferecido gratuitamente. E um segredo que poucos sabem é que, se vc resolver levar o seu copinho de barro com vc, ninguém corre atrás pedindo para devolver. Ao sairmos, sorrateiramente com os copinhos nas mãos, acabamos descobrindo que isso tbem é tradição!! Eles não nos oferecem, como por exemplo, o fazem os donos do Bar do Alemão, no centro historico de Curitiba. No Bar do Alemão, quando vc pede um submarino (uma bebida tradicional do bar), os garçons te avisam que vc pode levar o canequinho para casa. No Arantes, não avisam, mas vc também pode levar. E todos levam!! É tradição!!!

Então, pessoas, tudo isso em dois dias prorrogados por conta própria de uma viagem de trabalho. Toda essa tradição e locaizinhos novos e desconhecidos de muitos turistas por conta de um reencontro com uma amiga que já é quase que nativa da Ilha. Nada como buscar as verdadeiras fontes. Nada como explorar o que é do cotidiano de quem vive no lugar visitado.

Saudades eternas de Floripa...